Dia Mundial da Saúde Mental — Depressão, racismo e o custo invisível de viver entre culturas

  10/10/2026 — Dia Mundial da Saúde Mental: depressão, racismo e o custo invisível de viver entre culturas Depressão não tem nacionalidade. Mas risco, acesso ao cuidado e possibilidade de recuperação são profundamente influenciados pelas condições sociais em que uma pessoa vive. Para migrantes e refugiados, guerra, perda de vínculos, insegurança documental, barreiras linguísticas, racismo, […]

Por Tatiana Mendonça — Munique, Alemanha

10 de outubro de 2026 às 01:01h

woman holding her face in dark room

 

10/10/2026 — Dia Mundial da Saúde Mental: depressão, racismo e o custo invisível de viver entre culturas

Depressão não tem nacionalidade. Mas risco, acesso ao cuidado e possibilidade de recuperação são profundamente influenciados pelas condições sociais em que uma pessoa vive. Para migrantes e refugiados, guerra, perda de vínculos, insegurança documental, barreiras linguísticas, racismo, solidão e dificuldade de reconhecimento profissional podem se acumular. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 332 milhões de pessoas vivem com depressão no mundo. Entre pessoas expostas a guerras e conflitos, aproximadamente uma em cada cinco apresenta algum transtorno mental. Falar de saúde mental, portanto, exige olhar além do indivíduo: às vezes, o sofrimento está também na sociedade que recebe — ou exclui.

Como surgiu o Dia Mundial da Saúde Mental

O Dia Mundial da Saúde Mental é celebrado em 10 de outubro desde 1992. A iniciativa foi criada pela World Federation for Mental Health (WFMH) e posteriormente adotada e promovida internacionalmente pela OMS. Seu objetivo é aumentar a conscientização, enfrentar o estigma e mobilizar governos e sociedades para ampliar prevenção e acesso ao cuidado.

A dimensão do problema é enorme. Em dados atualizados em 2025, a OMS estima que cerca de 332 milhões de pessoas tenham depressão, equivalente a aproximadamente 4% da população mundial. Entre adultos, a prevalência estimada chega a 5,7%, e a condição é cerca de uma vez e meia mais frequente entre mulheres.

Mas números globais escondem diferenças importantes. Saúde mental não é determinada apenas pela biologia individual. Trabalho, renda, moradia, discriminação, relações sociais, violência e acesso a serviços também interferem diretamente no risco de adoecimento e recuperação.

Migrar não é uma doença

Associar migração automaticamente a transtorno mental é um erro.

A OMS enfatiza que muitos migrantes e refugiados demonstram grande capacidade de adaptação. Os riscos aumentam principalmente quando o processo migratório reúne experiências adversas antes, durante e depois da migração: guerra, perseguição, tortura, violência, separação familiar, rotas perigosas, pobreza, detenção, insegurança sobre residência ou dificuldade de acesso a serviços.

Para populações atingidas por guerra ou conflito nos dez anos anteriores, a OMS estima que aproximadamente 22% possam apresentar depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno bipolar ou esquizofrenia. Cerca de 9% teriam transtornos moderados ou graves.

Esses dados não significam que refugiados sejam inerentemente mais frágeis. Significam que exposição repetida a violência, perdas e insegurança tem consequências previsíveis sobre seres humanos.

O problema pode continuar depois da chegada. Obter proteção internacional não reconstrói automaticamente família, profissão, pertencimento ou identidade.

Quando a segurança física não significa segurança psicológica

A migração é frequentemente narrada como uma linha simples: perigo, fuga, chegada, segurança.

Na prática, a experiência pode ser muito menos linear.

Uma pessoa pode fugir de perseguição e chegar a um país seguro, mas passar anos esperando uma decisão sobre residência. Pode ter diploma universitário e trabalhar muito abaixo de sua qualificação. Pode encontrar segurança policial, mas perder toda a sua rede familiar. Pode dominar tecnicamente uma língua e continuar sem compreender os códigos sociais que organizam humor, amizade ou relações profissionais.

A Comissão UCL-Lancet sobre Migração e Saúde destacou que saúde de migrantes é influenciada por fatores anteriores à partida, pela própria trajetória migratória e pelas condições encontradas no país de destino. Políticas migratórias e exclusão social podem, portanto, tornar-se determinantes de saúde.

Essa perspectiva muda a pergunta.

Em vez de perguntar apenas “por que essa pessoa não se adaptou?”, é preciso perguntar também “a que condições ela está tentando se adaptar?”

Depressão não é falta de força de vontade

A depressão é diferente de tristeza passageira.

Segundo a OMS, um episódio depressivo envolve humor deprimido ou perda persistente de interesse e prazer, podendo incluir alterações de sono e apetite, baixa energia, sentimentos de culpa ou inutilidade, dificuldade de concentração, desesperança e pensamentos sobre morte ou suicídio.

Para pessoas migrantes, reconhecer esses sintomas pode ser mais difícil porque culturas expressam sofrimento de formas diferentes.

Em determinados contextos, alguém pode falar principalmente de dores, fadiga, insônia ou problemas digestivos em vez de descrever “depressão”. Em outros, terapia ou psiquiatria continuam associadas à vergonha, fraqueza ou doença mental grave.

A European Psychiatric Association, em documento de política publicado em 2025, identifica barreiras administrativas, linguísticas, culturais, estigma e falta de recursos entre os principais obstáculos ao atendimento de migrantes, refugiados e solicitantes de asilo. Os autores alertam que atrasos no tratamento podem piorar os resultados clínicos.

Racismo não é apenas uma ofensa: pode ser um fator de adoecimento

Há décadas a literatura científica investiga a relação entre discriminação racial e saúde.

Uma das maiores revisões sistemáticas e meta-análises sobre o tema, liderada pelo pesquisador australiano Yin Paradies, reuniu 293 estudos publicados entre 1983 e 2013 e encontrou relações consistentes entre racismo relatado e pior saúde, sendo os efeitos particularmente fortes para saúde mental.

Uma série publicada por The Lancet em 2022 foi ainda mais direta: racismo, xenofobia e discriminação não são apenas fenômenos sociais ou morais; eles funcionam como determinantes da saúde, influenciando exposição ao estresse, acesso a recursos, condições de vida e atendimento médico.

O pediatra e pesquisador Delan Devakumar, um dos coordenadores dessa série, sintetizou a conclusão ao argumentar que racismo e xenofobia:

“are fundamental determinants of health.”
— “são determinantes fundamentais da saúde.”

Isso ajuda a compreender por que experiências aparentemente pequenas podem acumular peso psicológico.

Ser seguido repetidamente em lojas, receber menos respostas profissionais por causa do nome, ouvir insultos no transporte, ter o sotaque tratado como sinal de incompetência ou ser constantemente questionado sobre “de onde realmente vem” pode produzir algo diferente de um episódio isolado: estresse crônico.

Na Alemanha, discriminação também aparece nos estudos sobre migrantes

Pesquisas realizadas com pessoas de origem migrante na Alemanha encontraram associações entre experiências de discriminação cotidiana e pior bem-estar psicológico.

Um estudo publicado em 2022 examinou experiências de racismo cotidiano entre pessoas de diferentes origens migratórias na Alemanha e constatou que discriminação ocorria em diferentes áreas da vida social, reforçando a necessidade de tratar racismo também como tema de saúde pública.

Outra pesquisa com solicitantes de asilo observou relações entre discriminação étnica ou religiosa e indicadores de saúde mental, embora os autores ressaltem que diferentes fatores pessoais e sociais podem modificar essa relação.

Isso é importante porque impede duas simplificações: nem todo migrante racializado desenvolverá depressão, e nem toda depressão em migrantes é causada por racismo. Mas a literatura torna igualmente difícil sustentar que experiências repetidas de exclusão sejam psicologicamente irrelevantes.

Viver entre culturas também significa negociar identidades

Existe ainda um custo que dificilmente aparece em prontuários médicos: a negociação permanente entre diferentes códigos culturais.

Migrar pode significar aprender simultaneamente outra língua, outra relação com tempo, autoridade, amizade, família, religião, gênero, espaço privado e trabalho.

Para alguém de uma cultura mais coletivista, uma sociedade fortemente individualizada pode oferecer autonomia e, ao mesmo tempo, produzir solidão. Uma pessoa criada em estruturas familiares muito próximas pode sentir a ausência de avós, irmãos, primos e vizinhos de forma particularmente intensa.

O inverso também existe: indivíduos acostumados a grande autonomia podem sentir controle ou pressão dentro de comunidades migrantes mais fechadas.

Não existe uma cultura universalmente “mais saudável”.

O ponto é que adaptação cultural exige trabalho psicológico.

Às vezes, a pessoa aprende a se comportar de determinada forma no trabalho, de outra em casa, traduz conceitos para familiares, explica costumes aos colegas e administra simultaneamente expectativas de duas sociedades.

Esse esforço raramente aparece nas estatísticas — mas pode produzir cansaço real.

Pertencimento pode funcionar como proteção

A literatura também mostra que o impacto da migração não é determinado apenas por fatores negativos.

Uma revisão sistemática e meta-análise encontrou associação entre maior identificação social e níveis menores de sintomas depressivos e ansiosos entre migrantes e minorias étnicas. Redes comunitárias, amizades, família, religião e sentimento de pertencimento podem funcionar como fatores protetores.

Isso desafia a ideia de que integração exige abandonar identidades anteriores.

Uma pessoa pode sentir-se brasileira e alemã, síria e francesa, turca e neerlandesa, africana e europeia. Identidades múltiplas não precisam representar fracasso de integração.

Em muitos casos, a possibilidade de pertencer a mais de um lugar pode ser justamente uma fonte de estabilidade.

Solidão também é saúde pública

A OMS criou recentemente uma Comissão sobre Conexão Social, reconhecendo que isolamento e solidão têm consequências importantes para saúde física e mental. Seu relatório de 2025 relaciona desconexão social a depressão, ansiedade e outros resultados negativos de saúde.

Para migrantes, esse aspecto merece atenção especial.

Uma pessoa pode estar cercada por milhões de habitantes e ainda não ter alguém para chamar numa emergência.

Pode falar diariamente com colegas, mas não possuir relações íntimas.

Pode manter vínculos familiares por telefone enquanto passa anos sem abraçar pais ou irmãos.

Migração digitalmente conectada não eliminou a experiência da distância.

O direito à saúde inclui ser compreendido

O direito à saúde é reconhecido no artigo 12 do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e inclui saúde física e mental.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos enfatiza que esse direito não significa apenas acesso formal a médicos ou hospitais. Ele inclui também os determinantes subjacentes da saúde, como moradia, trabalho, alimentação, igualdade e condições sociais.

A OMS organiza o direito à saúde em quatro dimensões: serviços devem ser disponíveis, acessíveis, aceitáveis e de qualidade.

Para saúde mental intercultural, “acessível” não significa simplesmente haver uma clínica na cidade.

Um serviço pode existir e ainda ser praticamente inacessível se não houver interpretação, se a pessoa não compreender o sistema, se estiver preocupada com confidencialidade ou se o profissional interpretar diferenças culturais como sintomas psiquiátricos.

A OMS afirma que refugiados e migrantes devem ter acesso a serviços de saúde de qualidade e centrados na pessoa, independentemente de origem ou situação migratória, sem enfrentar dificuldades financeiras.

Competência intercultural não significa criar uma medicina diferente

Atendimento intercultural significa que profissionais estejam preparados para perguntar como a própria pessoa compreende sofrimento, família, doença, tratamento e religião — e verificar se diferenças linguísticas estão interferindo no diagnóstico.

A psiquiatra Meryam Schouler-Ocak, especialista em migração e saúde mental e uma das autoras do documento da European Psychiatric Association, defende serviços capazes de responder às necessidades de populações culturalmente diversas sem criar sistemas paralelos de baixa qualidade. A recomendação central é integrar competências interculturais aos serviços gerais de saúde mental.

Isso beneficia não apenas migrantes.

Aprender a ouvir melhor pacientes, explicar diagnósticos claramente e evitar pressupostos culturais melhora a medicina para todos.

Medicamentos tratam depressão; não tratam racismo ou precariedade

Tratamentos eficazes para depressão existem. Dependendo da gravidade e das necessidades individuais, podem envolver intervenções psicológicas, medicamentos ou combinação de abordagens.

Mas existe uma limitação óbvia.

Antidepressivos não resolvem uma ameaça de deportação.

Psicoterapia não substitui moradia segura.

Um diagnóstico correto não elimina discriminação no trabalho.

Isso não diminui a importância do cuidado clínico. Pelo contrário: uma pessoa pode precisar simultaneamente de tratamento médico e mudanças no contexto social.

O World Mental Health Report da OMS defende justamente essa abordagem mais ampla: transformar saúde mental exige não apenas ampliar serviços, mas também modificar ambientes e fatores sociais que afetam o bem-estar.

Em 2023, o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, sintetizou a necessidade de uma abordagem baseada em direitos:

“Our ambition must be to transform mental health services, not just in their reach, but in their underlying values.”
— “Nossa ambição deve ser transformar os serviços de saúde mental, não apenas em seu alcance, mas também nos valores que os orientam.”

Saúde mental também depende da sociedade

O Dia Mundial da Saúde Mental corre o risco de se tornar uma sucessão de mensagens individuais: durma melhor, faça exercício, procure ajuda, fale sobre seus sentimentos.

Tudo isso pode ser útil.

Mas nenhuma política séria de saúde mental pode parar aí.

Pessoas também adoecem em sociedades marcadas por guerra, violência, desemprego, discriminação, isolamento e insegurança. A responsabilidade individual existe, mas não substitui responsabilidade institucional.

Para migrantes e refugiados, isso significa abandonar duas narrativas igualmente inadequadas: a de que migrar inevitavelmente traumatiza e a de que qualquer sofrimento posterior à migração é simplesmente incapacidade pessoal de “se integrar”.

Às vezes, o sofrimento está ligado àquilo que ficou para trás.

Às vezes, está na travessia.

E às vezes está precisamente naquilo que a pessoa encontrou depois de chegar.

Uma política de saúde mental verdadeiramente inclusiva precisa conseguir perguntar as duas coisas:

“O que está acontecendo dentro desta pessoa?”

e

“O que está acontecendo ao redor dela?”

Porque depressão pode precisar de tratamento clínico. Mas pertencimento, segurança, dignidade e ausência de racismo também são parte das condições que tornam possível recuperar-se.

Referências

DEVAKUMAR, Delan et al. Racism, xenophobia, discrimination, and the determination of health. The Lancet, v. 400, 2022. Disponível em:
https://www.thelancet.com/article/S0140673622019729/fulltext
Acesso em: 15 ago. 2026.

PARADIES, Yin et al. Racism as a determinant of health: a systematic review and meta-analysis. PLoS ONE, v. 10, n. 9, 2015. Disponível em:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4580597/
Acesso em: 15 ago. 2026.

SCHouler-Ocak, Meryam et al. Migration and mental health of migrants, refugees, and asylum seekers: a policy paper of the European Psychiatric Association. 2025. Disponível em:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12646027/
Acesso em: 15 ago. 2026.

METZNER, Franka et al. Experiences of discrimination and everyday racism among people with a migration background in Germany. 2022. Disponível em:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9126147/
Acesso em: 15 ago. 2026.

GIESEBRECHT, Jana et al. Links between ethnic discrimination, mental health, protective factors and asylum-related characteristics among asylum seekers. 2024. Disponível em:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11414645/
Acesso em: 15 ago. 2026.

ABUBAKAR, Ibrahim et al. The UCL–Lancet Commission on Migration and Health: the health of a world on the move. The Lancet, v. 392, 2018. Disponível em:
https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(18)32114-7/abstract
Acesso em: 15 ago. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE — OMS. Depressive disorder (depression). Genebra, 29 ago. 2025. Disponível em:
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/depression
Acesso em: 15 ago. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE — OMS. Refugee and migrant health. Genebra, 25 mar. 2026. Disponível em:
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/refugee-and-migrant-health
Acesso em: 15 ago. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE — OMS. Mental health in emergencies. Genebra, 6 maio 2025. Disponível em:
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-in-emergencies
Acesso em: 15 ago. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE — OMS. World Mental Health Day. Genebra. Disponível em:
https://www.who.int/campaigns/world-mental-health-day
Acesso em: 15 ago. 2026.

WORLD FEDERATION FOR MENTAL HEALTH — WFMH. World Mental Health Day. Woodbridge. A iniciativa foi observada pela primeira vez em 10 de outubro de 1992. Disponível em:
https://wfmh.global/
Acesso em: 15 ago. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE — OMS. World Mental Health Report: Transforming Mental Health for All. Genebra: WHO, 2022. Disponível em:
https://www.who.int/publications/i/item/9789240049338
Acesso em: 15 ago. 2026.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE — OMS. Human rights and health. Genebra, 2023. Disponível em:
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/human-rights-and-health
Acesso em: 15 ago. 2026.

OFFICE OF THE UNITED NATIONS HIGH COMMISSIONER FOR HUMAN RIGHTS — OHCHR. Mental health and human rights. Genebra. Disponível em:
https://www.ohchr.org/en/health/mental-health-and-human-rights
Acesso em: 15 ago. 2026.

WORLD HEALTH ORGANIZATION; OFFICE OF THE UNITED NATIONS HIGH COMMISSIONER FOR HUMAN RIGHTS. Mental health, human rights and legislation: guidance and practice. Genebra, 2023. Disponível em:
https://www.who.int/news/item/09-10-2023-who-ohchr-launch-new-guidance-to-improve-laws-addressing-human-rights-abuses-in-mental-health-care
Acesso em: 15 ago. 2026.

0 comentários

Enviar um comentário

Quem são os “Ulm 5”? Por que cinco ativistas pró-Palestina são julgados na Alemanha

Quem são os “Ulm 5”? Por que cinco ativistas pró-Palestina são julgados na Alemanha

Cinco pessoas são julgadas em Stuttgart-Stammheim por invadir e danificar a fábrica alemã da Elbit Systems, em Ulm. Enquanto a acusação sustenta que o caso é de organização criminosa, a defesa dos “Ulm5” argumenta desobediência civil contra o fornecimento de armas para a guerra em Gaza — e um precedente britânico recente mostra que tribunais europeus ainda não chegaram a um consenso sobre qual dessas leituras deve prevalecer.

Share This