A Venezuela ocupa cerca de 916 mil km² no norte da América do Sul, banhada pelo mar do Caribe, com população estimada em cerca de 28 milhões de habitantes e capital em Caracas. É formalmente uma república presidencialista federal, embora, na prática, as instituições estejam sob controle de um único movimento político desde 1999.
Formação e marcos históricos
Independente da Espanha desde 1811, sob liderança de Simón Bolívar — o “Libertador”, figura fundadora de diversas nações sul-americanas —, a Venezuela viveu ciclos de instabilidade política e ditaduras militares ao longo do século 20, intercalados por períodos democráticos sustentados pela riqueza gerada pelas maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo. Em 1999, o ex-militar Hugo Chávez assumiu a Presidência prometendo uma “Revolução Bolivariana” de cunho socialista, redistribuindo receitas do petróleo em programas sociais, mas também concentrando poder e polarizando profundamente a sociedade venezuelana.
Após a morte de Chávez, em 2013, seu sucessor, Nicolás Maduro, aprofundou o autoritarismo em meio ao colapso da economia venezuelana, provocado pela queda do preço do petróleo, má gestão e sanções internacionais — crise que gerou a maior onda de emigração da história recente da América Latina, com milhões de venezuelanos deixando o país. Em janeiro de 2026, um capítulo dramático e sem precedentes na história do continente: forças especiais dos Estados Unidos invadiram um complexo militar em Caracas e capturaram Maduro, levando-o para responder a acusações de narcotráfico em tribunal americano — encerrando de fato 27 anos de chavismo à frente do Palácio de Miraflores, embora o movimento político tenha permanecido no poder sob a vice-presidente Delcy Rodríguez.
Organizações internacionais e posição geopolítica
A Venezuela é membro da ONU e, historicamente, um dos membros fundadores da OPEP, organização de países exportadores de petróleo. Chávez retirou o país da antiga Comunidade Andina e aproximou a Venezuela de blocos alternativos como a Alba, além de estreitar laços com Cuba, Rússia, China e Irã — alianças que se fragilizaram significativamente após a captura de Maduro.
A operação militar americana de 2026, batizada de “Resolução Absoluta”, marcou a mais direta intervenção militar dos Estados Unidos na região em décadas, provocando reações mistas: enquanto Washington a apresentou como combate ao narcotráfico, países como Brasil e Rússia condenaram a ação como violação da soberania venezuelana. Desde então, o governo interino de Delcy Rodríguez tem buscado equilíbrio entre a retórica antiamericana histórica do chavismo e a necessidade prática de negociar com Washington a flexibilização de sanções sobre o setor petrolífero.
Sociedade, economia e o que buscar sobre o país
Apesar de deter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela vive uma das piores crises econômicas e humanitárias das Américas, com hiperinflação histórica e colapso dos serviços públicos. Para quem pesquisa o país hoje, os eixos centrais são os desdobramentos da transição de poder pós-Maduro, o futuro das sanções e da produção petrolífera, e o processo, ainda incerto, de uma eventual abertura democrática.
Referências
WIKIPEDIA. Venezuela. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Venezuela. Acesso em: 13 set. 2026.
CIA WORLD FACTBOOK. Venezuela. Disponível em: https://www.cia.gov/the-world-factbook/countries/venezuela/. Acesso em: 13 set. 2026.
ND MAIS. Venezuela pós-Maduro 2026: o que mudou — e o que ficou exatamente igual. 2026. Disponível em: https://ndmais.com.br/mundo/maduro-foi-preso-em-janeiro-sete-meses-depois-a-venezuela-esta-melhor/. Acesso em: 13 set. 2026.












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