Uma versão de estudo disponibilizada no arXiv em 2 de setembro de 2026 estima que transferências de renda poderiam reduzir a extrema pobreza a 1% nos 34 países analisados por US$ 211 bilhões anuais. O cálculo de Roshni Sahoo e outros quatro pesquisadores considera informações incompletas sobre as famílias, um obstáculo à seleção de beneficiários. Trata-se de um trabalho de discussão, sem revisão por pares confirmada.
O resultado principal utiliza a linha de US$ 2,15 por dia, em paridade de poder de compra de 2017. Com a linha de US$ 3,00, em preços de 2021, o custo estimado para a mesma amostra sobe para US$ 347 bilhões anuais. Já a extrapolação mundial de 0,28% do PIB corresponde ao primeiro parâmetro. São cenários condicionados ao modelo, não um orçamento pronto para aplicação.
A contribuição para o debate internacional está em relacionar redistribuição, informação e financiamento. Os valores exigiriam recursos adicionais, preservando os programas existentes. Transformar estimativas em proteção social requer cadastros acessíveis, mecanismos de contestação e continuidade dos pagamentos. Reduzir a pobreza monetária deve integrar uma política mais ampla de acesso a trabalho, saúde e educação.
Referências
- SAHOO, Roshni; BLUMENSTOCK, Joshua; NIEHAUS, Paul; SELKER, Leo; WAGER, Stefan. What would it cost to end extreme poverty? arXiv, 2 set. 2026. Preprint. Identificador: arXiv:2609.02013. Disponível em: https://arxiv.org/html/2609.02013v1. Acesso em: 13 set. 2026.






















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