Estados Unidos: a superpotência que redefine suas próprias regras

Os Estados Unidos da América ocupam uma área de cerca de 9,8 milhões de km², o terceiro maior território do mundo, distribuído entre a América do Norte, o Alasca e o arquipélago do Havaí, no Pacífico. Com população estimada em mais de 340 milhões de habitantes, é o terceiro país mais populoso do planeta, atrás […]

Por Tatiana Mendonça — Munique, Alemanha

13 de setembro de 2026 às 17:16h

Unitedstates1960

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Os Estados Unidos da América ocupam uma área de cerca de 9,8 milhões de km², o terceiro maior território do mundo, distribuído entre a América do Norte, o Alasca e o arquipélago do Havaí, no Pacífico. Com população estimada em mais de 340 milhões de habitantes, é o terceiro país mais populoso do planeta, atrás apenas de Índia e China. A capital é Washington, D.C., mas Nova York é a maior cidade e o principal centro financeiro do país.

Formação e marcos históricos

O país nasceu formalmente em 4 de julho de 1776, quando treze colônias britânicas na costa leste declararam independência da coroa inglesa. A Constituição de 1787, ainda em vigor, é a mais antiga constituição escrita em funcionamento contínuo do mundo, estabelecendo uma república federal presidencialista com separação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O século 19 foi marcado pela expansão territorial para o oeste — à custa de povos indígenas removidos à força de suas terras —, pela escravidão e pela Guerra Civil (1861–1865), que matou mais de 600 mil pessoas e resultou na abolição formal da escravidão, embora a segregação racial legalizada tenha persistido no Sul até os anos 1960, quando o Movimento pelos Direitos Civis, liderado por figuras como Martin Luther King Jr., forçou mudanças legais profundas.

O século 20 consolidou os EUA como potência global: decisivos nas duas guerras mundiais, tornaram-se uma das duas superpotências da Guerra Fria ao lado da União Soviética, protagonizaram a chegada à Lua em 1969 e emergiram, após o colapso soviético em 1991, como a única superpotência do sistema internacional. Os atentados de 11 de setembro de 2001 marcaram uma nova era de intervenções militares diretas — as guerras do Afeganistão (2001–2021) e do Iraque (2003–2011) — que custaram trilhões de dólares e milhares de vidas americanas, além de alimentar décadas de instabilidade no Oriente Médio.

Organizações internacionais e posição geopolítica

Os Estados Unidos são membro fundador da Organização das Nações Unidas e ocupam assento permanente com poder de veto no Conselho de Segurança — um dos cinco países com esse privilégio, ao lado de China, Rússia, Reino Unido e França. Integram também a OTAN (aliança militar que lideram desde 1949), o G7, o G20, a OMC, o FMI, o Banco Mundial e a OCDE, instituições cuja arquitetura o próprio país ajudou a desenhar no pós-Segunda Guerra.

Sob o segundo governo de Donald Trump, iniciado em janeiro de 2025, a postura americana em relação a essas instituições tornou-se mais unilateral e transacional. O país impôs tarifas comerciais amplas contra parceiros como México, Canadá e China, alegando defesa de empregos domésticos, e chegou a ameaçar boicotar a cúpula do G20 sediada pela África do Sul em 2025 por divergências políticas com o governo de Pretória. Em janeiro de 2026, forças especiais americanas executaram uma operação militar na Venezuela que capturou o então presidente Nicolás Maduro, ação classificada por Washington como combate ao narcotráfico, mas descrita por críticos internacionais — e por aliados históricos dos EUA na América Latina, como o Brasil — como violação da soberania venezuelana.

Entre as crises geopolíticas em que os EUA seguem profundamente envolvidos estão a guerra na Ucrânia, onde atuam como principal fiador da segurança europeia e mediador de negociações de cessar-fogo com a Rússia; o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza, no qual mantêm apoio histórico a Israel ainda que sob crescente pressão internacional por um cessar-fogo duradouro; e a rivalidade estratégica de longo prazo com a China, que se estende do comércio à disputa por influência tecnológica e ao status de Taiwan.

Economia, sociedade e o que buscar sobre o país

Os Estados Unidos mantêm a maior economia do mundo em valores absolutos, sede de gigantes tecnológicas como Apple, Google, Microsoft e Amazon, além do dólar, moeda de reserva internacional que ainda domina o comércio e as finanças globais. Militarmente, possuem o maior orçamento de defesa do planeta e mantêm bases em dezenas de países. Internamente, o sistema político é dominado por dois grandes partidos, o Democrata e o Republicano, que se alternam no poder desde o século 19 — hoje em um dos momentos de maior polarização partidária da história recente do país.

Para quem pesquisa os Estados Unidos hoje, alguns eixos merecem atenção: o uso de tarifas como instrumento de política externa, o debate sobre até que ponto Washington seguirá liderando — ou se afastando de — as instituições multilaterais do pós-guerra, as tensões raciais e migratórias internas, e o papel do país nos principais conflitos armados em curso no mundo.

Referências

WIKIPEDIA. United States. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/United_States. Acesso em: 13 set. 2026.

CIA WORLD FACTBOOK. United States. Disponível em: https://www.cia.gov/the-world-factbook/countries/united-states/. Acesso em: 13 set. 2026.

CNN BRASIL. Captura de Maduro completa uma semana; relembre o que aconteceu. jan. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/captura-de-maduro-completa-uma-semana-relembre-o-que-aconteceu/. Acesso em: 13 set. 2026.

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