O Irã ocupa cerca de 1,6 milhão de km² no Oriente Médio, entre o golfo Pérsico, o mar Cáspio e a Ásia Central, sendo um dos maiores países da região. Tem população estimada em cerca de 90 milhões de habitantes e capital em Teerã. É formalmente uma república islâmica desde 1979, com uma estrutura de poder dual: um presidente eleito por voto popular administra o governo, mas a autoridade máxima do Estado é o líder supremo, cargo religioso e político vitalício que concentra o controle final sobre as Forças Armadas, o Judiciário e a política externa e nuclear do país.
Formação e marcos históricos
Herdeiro da antiga Pérsia, uma das civilizações mais antigas do mundo, o Irã moderno viveu sob a dinastia Pahlavi, monarquia próxima ao Ocidente, até a Revolução Islâmica de 1979, que depôs o xá Reza Pahlavi e instaurou uma república teocrática liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. No mesmo ano, a crise dos reféns na embaixada americana em Teerã rompeu relações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos, hostilidade que persiste até hoje. Nos anos 1980, o país travou uma guerra devastadora contra o Iraque de Saddam Hussein, que durou oito anos e matou centenas de milhares de pessoas de ambos os lados.
Desde então, o Irã tem desenvolvido um programa nuclear que gera desconfiança internacional sobre possíveis fins militares, motivando décadas de sanções econômicas ocidentais. Um acordo nuclear firmado em 2015 com potências mundiais foi abandonado unilateralmente pelos Estados Unidos em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, reacendendo tensões que culminaram, em 2025, em confronto militar direto entre Irã, Israel e Estados Unidos, incluindo bombardeios a instalações nucleares iranianas. Em março de 2026, o país viveu um momento histórico: a morte do líder supremo Ali Khamenei e sua sucessão pelo próprio filho, Mojtaba Khamenei — primeira transição hereditária da liderança suprema desde a fundação da república islâmica.
Organizações internacionais e posição geopolítica
O Irã é membro da ONU, mas não integra a OTAN nem alianças ocidentais, aproximando-se em vez disso de Rússia e China. Em 2024, tornou-se membro pleno do BRICS, movimento que buscou reforçar suas alternativas econômicas diante do isolamento imposto pelas sanções americanas. Também integra a Organização para Cooperação de Xangai, bloco de segurança liderado por Rússia e China na Ásia.
Sob a presidência de Masoud Pezeshkian, o Irã tem tentado sinalizar abertura ao diálogo com o Ocidente, ainda que o poder de decisão final sobre política externa e nuclear permaneça nas mãos do líder supremo. Em setembro de 2026, à margem da cúpula do BRICS na Índia, o país rejeitou qualquer intervenção estrangeira na segurança regional, afirmando que “não busca a guerra ou a continuação da guerra”, mas também não pretende “se render” à pressão americana.
Sociedade, economia e o que buscar sobre o país
Apesar de reservas expressivas de petróleo e gás natural, a economia iraniana é fortemente prejudicada por décadas de sanções internacionais. Organizações de direitos humanos denunciam execuções em larga escala, restrições severas à liberdade de imprensa e leis que impõem o uso obrigatório do véu às mulheres — temas que motivaram amplos protestos populares nos últimos anos. Para quem pesquisa o Irã hoje, os eixos centrais são as consequências da sucessão na liderança suprema, o futuro do programa nuclear e o risco de nova escalada militar com Israel e os Estados Unidos.
Referências
WIKIPEDIA. Iran. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Iran. Acesso em: 13 set. 2026.
WIKIPEDIA. Mojtaba Khamenei. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Mojtaba_Khamenei. Acesso em: 13 set. 2026.
DIÁRIO DO GRANDE ABC. Irã: Pezeshkian rejeita papel estrangeiro na segurança regional e diz que Teerã não quer guerra. 12 set. 2026. Disponível em: https://www.dgabc.com.br/Noticia/4346525/ira-pezeshkian-rejeita-papel-estrangeiro-na-seguranca-regional-e-diz-que-teera-nao-quer-guerra. Acesso em: 13 set. 2026.












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