A Ucrânia é o segundo maior país da Europa em área territorial, com cerca de 604 mil km², localizado no leste europeu, entre a Rússia, a Bielorrússia, a Polônia, a Romênia e o Mar Negro. Tem população estimada em cerca de 36 milhões de habitantes — número que caiu drasticamente desde 2022 devido à guerra e à emigração forçada. A capital é Kiev, e o país é uma república semipresidencialista.
Formação e marcos históricos
O território ucraniano abriga um dos berços da civilização eslava oriental, a Rus de Kiev medieval, disputada historicamente por impérios vizinhos — lituano, polonês, russo e otomano. Fez parte do Império Russo e, depois, da União Soviética como república constituinte, sobrevivendo a episódios trágicos como o Holodomor (1932–1933), fome artificial provocada pela coletivização forçada stalinista que matou milhões de ucranianos e é hoje reconhecida por diversos países como genocídio. A independência veio com o colapso soviético, em 1991, seguida por décadas de instabilidade política oscilando entre influências pró-russas e pró-ocidentais.
A Revolução do Euromaidan, em 2014, derrubou um presidente alinhado a Moscou e provocou a reação russa imediata: a anexação da Crimeia e o início de um conflito armado na região do Donbass, no leste do país. Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia lançou uma invasão em larga escala, desencadeando o maior conflito armado convencional na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com dezenas de milhares de mortos militares e civis e milhões de refugiados espalhados pelo continente.
Organizações internacionais e posição geopolítica
A Ucrânia é membro da ONU desde sua fundação em 1945, como uma das repúblicas soviéticas com assento próprio na Assembleia Geral, herança de um acordo diplomático da época. Não integra a OTAN nem a União Europeia, mas obteve status de país candidato à adesão à UE em 2022 e busca ativamente ingressar na aliança militar ocidental — pretensão que a Rússia aponta como uma das principais causas da guerra. O país recebe apoio militar e financeiro contínuo dos Estados Unidos e de países europeus, ainda que a intensidade desse apoio tenha oscilado conforme mudanças de governo em Washington.
Sob a liderança do presidente Volodymyr Zelensky, a Ucrânia resistiu à expectativa inicial de colapso rápido em 2022 e transformou-se em símbolo internacional de resistência. Em 2026, o país segue em negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos: em junho, Zelensky chegou a propor um cessar-fogo total e convidar Putin para uma reunião direta; em setembro, propôs um cessar-fogo limitado a ataques aéreos, condicionado à reciprocidade russa. O principal impasse segue sendo a exigência russa de controle sobre território do Donbass que Kiev rejeita ceder.
Sociedade, economia e o que buscar sobre o país
A guerra devastou a infraestrutura energética e produtiva ucraniana, mas o país segue sendo um dos maiores exportadores mundiais de grãos, papel estratégico para a segurança alimentar global. Tribunais internacionais investigam violações de direitos humanos cometidas durante o conflito por ambos os lados. Para quem pesquisa a Ucrânia hoje, os eixos centrais são o desfecho das negociações de paz, o custo humano e econômico da reconstrução do país, e o papel da guerra como teste da arquitetura de segurança europeia pós-Guerra Fria.
Referências
WIKIPEDIA. Ukraine. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Ukraine. Acesso em: 13 set. 2026.
CIA WORLD FACTBOOK. Ukraine. Disponível em: https://www.cia.gov/the-world-factbook/countries/ukraine/. Acesso em: 13 set. 2026.
METRÓPOLES. Zelensky propõe cessar-fogo aéreo à Rússia durante negociações com os EUA. 4 set. 2026. Disponível em: https://www.metropoles.com/mundo/zelensky-cessar-fogo-aereo-russia-durante-negociacoes-eua. Acesso em: 13 set. 2026.












0 comentários