{"id":1769,"date":"2026-06-29T23:18:05","date_gmt":"2026-06-30T02:18:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tatianamendonca.com\/?p=1769"},"modified":"2026-06-29T23:19:04","modified_gmt":"2026-06-30T02:19:04","slug":"estados-unidos-e-ira-retomam-negociacoes-o-memorando-de-entendimento-entre-estados-unidos-e-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianamendonca.com\/temas\/geopolitica-diplomacia\/estados-unidos-e-ira-retomam-negociacoes-o-memorando-de-entendimento-entre-estados-unidos-e-ira\/","title":{"rendered":"Estados Unidos e Ir\u00e3 retomam negocia\u00e7\u00f5es: o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Ir\u00e3"},"content":{"rendered":"<?xml encoding=\"utf-8\" ?><p><em>O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Ir&atilde;, datado de 17 de junho de 2026, n&atilde;o encerra sozinho d&eacute;cadas de rivalidade entre Washington e Teer&atilde;. Mas o documento abre uma janela diplom&aacute;tica rara em meio a uma escalada militar que atingiu o Estreito de Hormuz, pressionou o mercado energ&eacute;tico global e reacendeu o debate sobre o programa nuclear iraniano. O texto prev&ecirc; cessa&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es militares, reabertura gradual da navega&ccedil;&atilde;o comercial, negocia&ccedil;&otilde;es em at&eacute; 60 dias e poss&iacute;vel endosso do acordo final pelo Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU. A quest&atilde;o central agora &eacute; saber se o memorando ser&aacute; apenas uma tr&eacute;gua t&aacute;tica ou o in&iacute;cio de uma reorganiza&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica mais ampla no Oriente M&eacute;dio.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot\">\n<div class=\"\" data-turn-id-container=\"request-6a324e2d-496c-83ed-8735-9f577538bae0-37\" data-is-intersecting=\"true\">\n<section class=\"text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]\" dir=\"auto\" data-turn-id=\"request-6a324e2d-496c-83ed-8735-9f577538bae0-37\" data-turn-id-container=\"request-6a324e2d-496c-83ed-8735-9f577538bae0-37\" data-testid=\"conversation-turn-81\" data-turn=\"assistant\">\n<div class=\"text-base my-auto mx-auto pb-10 [--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-xs,calc(var(--spacing)*4))] @w-sm\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-sm,calc(var(--spacing)*6))] @w-lg\/main:[--thread-content-margin:var(--thread-content-margin-lg,calc(var(--spacing)*16))] px-(--thread-content-margin)\">\n<div class=\"[--thread-content-max-width:40rem] @w-lg\/main:[--thread-content-max-width:48rem] mx-auto max-w-(--thread-content-max-width) flex-1 group\/turn-messages focus-visible:outline-hidden relative flex w-full min-w-0 flex-col agent-turn\" data-conversation-screenshot-content=\"\">\n<div class=\"flex max-w-full flex-col gap-4 grow\">\n<div class=\"min-h-8 text-message relative flex w-full flex-col items-end gap-2 text-start break-words whitespace-normal outline-none keyboard-focused:focus-ring [.text-message+&amp;]:mt-1\" dir=\"auto\" tabindex=\"0\" data-message-author-role=\"assistant\" data-message-id=\"9ea767f0-6024-40c2-8f94-d22013bfcb9c\" data-turn-start-message=\"true\" data-message-model-slug=\"gpt-5-5-thinking\">\n<div class=\"flex w-full flex-col gap-1 empty:hidden\">\n<div class=\"streaming-animation markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling\">\n<h2 data-start=\"801\" data-end=\"857\">Um documento provis&oacute;rio para conter uma escalada real<\/h2>\n<p data-start=\"859\" data-end=\"1576\">O chamado <a href=\"https:\/\/www.presidency.ucsb.edu\/documents\/islamabad-memorandum-understanding-between-the-united-states-america-and-the-islamic\" rel=\"nofollow\"><strong data-start=\"869\" data-end=\"980\">Islamabad Memorandum of Understanding Between the United States of America and the Islamic Republic of Iran<\/strong><\/a>, dispon&iacute;vel no American Presidency Project, aparece acompanhado de uma nota importante: trata-se de um documento atualmente indicado como &ldquo;draft&rdquo;. Ainda assim, seu conte&uacute;do ajuda a compreender os termos em torno dos quais Washington e Teer&atilde; est&atilde;o negociando. O texto prev&ecirc; a &ldquo;termina&ccedil;&atilde;o imediata e permanente&rdquo; das opera&ccedil;&otilde;es militares, inclusive no L&iacute;bano, o compromisso de respeito &agrave; soberania e integridade territorial de ambas as partes e a abertura de negocia&ccedil;&otilde;es para um acordo final em at&eacute; 60 dias, prazo que pode ser estendido por consentimento m&uacute;tuo.<\/p>\n<p data-start=\"1578\" data-end=\"2216\">Esse tipo de formula&ccedil;&atilde;o revela a natureza do documento: n&atilde;o &eacute; exatamente um tratado de paz consolidado, mas um instrumento pol&iacute;tico de desescalada. Memorandos de entendimento costumam funcionar como pontes entre a crise e a negocia&ccedil;&atilde;o formal. Servem para estabelecer compromissos iniciais, reduzir riscos imediatos e criar mecanismos m&iacute;nimos de confian&ccedil;a. No caso EUA&ndash;Ir&atilde;, essa fun&ccedil;&atilde;o &eacute; particularmente relevante porque a rela&ccedil;&atilde;o bilateral &eacute; marcada por rupturas sucessivas desde a Revolu&ccedil;&atilde;o Iraniana de 1979, pela crise dos ref&eacute;ns, pelas san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, pela disputa nuclear e pela retirada norte-americana do acordo nuclear de 2015.<\/p>\n<p data-start=\"2218\" data-end=\"2694\">A retomada das conversas em Doha mostra a fragilidade desse momento. Segundo a Reuters, representantes norte-americanos e iranianos se deslocaram ao Catar no fim de junho, mas autoridades iranianas chegaram a negar que houvesse reuni&otilde;es diretas programadas com os Estados Unidos. A pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia de negocia&ccedil;&otilde;es paralelas, t&eacute;cnicas e mediadas por terceiros indica que o processo ainda est&aacute; longe de uma normaliza&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica plena.<\/p>\n<h2 data-start=\"2696\" data-end=\"2755\">Hormuz, petr&oacute;leo e a geopol&iacute;tica das passagens estreitas<\/h2>\n<p data-start=\"2757\" data-end=\"3304\">O ponto mais imediato do memorando &eacute; o Estreito de Hormuz. O documento prev&ecirc; que os Estados Unidos iniciem a remo&ccedil;&atilde;o de seu bloqueio naval e que o Ir&atilde; tome provid&ecirc;ncias para garantir a passagem segura de embarca&ccedil;&otilde;es comerciais, sem cobran&ccedil;a por 60 dias. Tamb&eacute;m estabelece que Teer&atilde; dialogue com Om&atilde; e outros Estados litor&acirc;neos do Golfo P&eacute;rsico sobre a futura administra&ccedil;&atilde;o e os servi&ccedil;os mar&iacute;timos no estreito, &ldquo;em linha com o Direito Internacional aplic&aacute;vel&rdquo; e com os direitos soberanos dos Estados costeiros.<\/p>\n<p data-start=\"3306\" data-end=\"3736\">Hormuz &eacute; uma das passagens mar&iacute;timas mais sens&iacute;veis do sistema internacional. De acordo com a Reuters, cerca de um quinto do petr&oacute;leo e do g&aacute;s natural liquefeito comercializados no mundo normalmente transita por essa rota. Por isso, qualquer interrup&ccedil;&atilde;o afeta n&atilde;o apenas os pa&iacute;ses diretamente envolvidos, mas tamb&eacute;m pre&ccedil;os globais de energia, seguros mar&iacute;timos, cadeias log&iacute;sticas e infla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p data-start=\"3738\" data-end=\"4195\">A crise tamb&eacute;m mostra como a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica continua profundamente vinculada &agrave; pol&iacute;tica de poder. Mesmo em uma economia global que fala cada vez mais em transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica, rotas mar&iacute;timas, oleodutos, terminais portu&aacute;rios e estreitos permanecem instrumentos de press&atilde;o estrat&eacute;gica. O Estreito de Hormuz n&atilde;o &eacute; apenas uma passagem geogr&aacute;fica. &Eacute; um espa&ccedil;o onde soberania, liberdade de navega&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a militar e depend&ecirc;ncia energ&eacute;tica se encontram.<\/p>\n<h2 data-start=\"4197\" data-end=\"4244\">O programa nuclear no centro da desconfian&ccedil;a<\/h2>\n<p data-start=\"4246\" data-end=\"4722\">Embora o memorando trate de v&aacute;rios temas, o programa nuclear iraniano continua sendo o n&uacute;cleo pol&iacute;tico da disputa. O texto afirma que o Ir&atilde; reafirma n&atilde;o procurar nem desenvolver armas nucleares. Tamb&eacute;m prev&ecirc; que o destino do material enriquecido estocado seja resolvido por um mecanismo mutuamente acordado, com a possibilidade m&iacute;nima de dilui&ccedil;&atilde;o no pr&oacute;prio territ&oacute;rio iraniano, sob supervis&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica.<\/p>\n<p data-start=\"4724\" data-end=\"5084\">Essa reda&ccedil;&atilde;o &eacute; significativa. Em vez de exigir imediatamente a retirada do material nuclear do Ir&atilde;, o documento aponta para uma solu&ccedil;&atilde;o negociada, t&eacute;cnica e supervisionada. Para Teer&atilde;, isso preserva uma margem de soberania sobre seu programa nuclear. Para Washington, mant&eacute;m a possibilidade de verifica&ccedil;&atilde;o internacional e de conten&ccedil;&atilde;o do risco de prolifera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p data-start=\"5086\" data-end=\"5583\">A dificuldade est&aacute; na confian&ccedil;a. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, declarou que um acordo dessa natureza exige acesso dos inspetores internacionais e um sistema robusto de verifica&ccedil;&atilde;o. Segundo a Reuters, a ag&ecirc;ncia estimava que o Ir&atilde; possu&iacute;a 440,9 kg de ur&acirc;nio enriquecido a at&eacute; 60% antes do conflito, quantidade que, se enriquecida posteriormente, poderia ser suficiente para material nuclear equivalente a dez armas, segundo par&acirc;metros da pr&oacute;pria AIEA.<\/p>\n<p data-start=\"5585\" data-end=\"5945\">O ponto n&atilde;o &eacute; apenas t&eacute;cnico. Em Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais, regimes de n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o dependem menos de declara&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e mais de verifica&ccedil;&atilde;o, transpar&ecirc;ncia e custos de descumprimento. Sem acesso efetivo da AIEA, qualquer compromisso corre o risco de ser interpretado como concess&atilde;o excessiva por um lado ou como mecanismo de controle externo pelo outro.<\/p>\n<h2 data-start=\"5947\" data-end=\"5995\">San&ccedil;&otilde;es, reconstru&ccedil;&atilde;o e incentivos econ&ocirc;micos<\/h2>\n<p data-start=\"5997\" data-end=\"6541\">O memorando tamb&eacute;m trata da dimens&atilde;o econ&ocirc;mica do conflito. O texto prev&ecirc; que os Estados Unidos n&atilde;o imponham novas san&ccedil;&otilde;es durante o per&iacute;odo provis&oacute;rio e emitam autoriza&ccedil;&otilde;es para exporta&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo iraniano, produtos derivados e servi&ccedil;os associados, incluindo transa&ccedil;&otilde;es banc&aacute;rias, seguros e transporte. Tamb&eacute;m menciona a libera&ccedil;&atilde;o de fundos congelados ou restritos do Ir&atilde;, al&eacute;m de um plano de reconstru&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento econ&ocirc;mico de ao menos 300 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, a ser definido no acordo final.<\/p>\n<p data-start=\"6543\" data-end=\"7050\">Esse &eacute; um dos pontos politicamente mais sens&iacute;veis. Para o Ir&atilde;, o al&iacute;vio econ&ocirc;mico &eacute; condi&ccedil;&atilde;o essencial para vender qualquer acordo internamente. Para os Estados Unidos, aliviar san&ccedil;&otilde;es sem garantias nucleares s&oacute;lidas pode gerar resist&ecirc;ncia no Congresso e entre aliados regionais. A Reuters registrou cr&iacute;ticas de parlamentares norte-americanos, especialmente diante da possibilidade de Teer&atilde; obter bilh&otilde;es em receitas de petr&oacute;leo enquanto mant&eacute;m influ&ecirc;ncia sobre Hormuz.<\/p>\n<p data-start=\"7052\" data-end=\"7470\">A economia, nesse caso, n&atilde;o &eacute; um detalhe posterior &agrave; diplomacia. &Eacute; parte central da arquitetura do acordo. San&ccedil;&otilde;es foram, durante anos, o principal instrumento de press&atilde;o dos Estados Unidos contra o Ir&atilde;. Retir&aacute;-las, suspend&ecirc;-las ou flexibiliz&aacute;-las exige uma contrapartida pol&iacute;tica clara. Sem isso, o memorando pode ser acusado de recompensar uma escalada. Com exig&ecirc;ncias excessivas, pode se tornar invi&aacute;vel para Teer&atilde;.<\/p>\n<h2 data-start=\"7472\" data-end=\"7522\">Israel, Golfo P&eacute;rsico e a nova equa&ccedil;&atilde;o regional<\/h2>\n<p data-start=\"7524\" data-end=\"8015\">O memorando n&atilde;o reorganiza automaticamente o Oriente M&eacute;dio, mas desloca algumas pe&ccedil;as do tabuleiro regional. Israel observa qualquer aproxima&ccedil;&atilde;o entre Washington e Teer&atilde; com desconfian&ccedil;a, especialmente se o acordo permitir ao Ir&atilde; preservar parte de sua infraestrutura nuclear. Pa&iacute;ses do Golfo, por outro lado, t&ecirc;m interesse direto na estabiliza&ccedil;&atilde;o mar&iacute;tima e energ&eacute;tica. Para Ar&aacute;bia Saudita, Emirados &Aacute;rabes Unidos, Catar e Om&atilde;, a seguran&ccedil;a do Golfo P&eacute;rsico &eacute; uma quest&atilde;o econ&ocirc;mica imediata.<\/p>\n<p data-start=\"8017\" data-end=\"8378\">H&aacute; ainda a presen&ccedil;a crescente da China e dos BRICS como pano de fundo. O Ir&atilde; n&atilde;o negocia mais em um sistema internacional totalmente dominado pelos Estados Unidos. Teer&atilde; busca alternativas comerciais, financeiras e diplom&aacute;ticas fora do eixo ocidental, enquanto Washington tenta preservar influ&ecirc;ncia em uma regi&atilde;o onde seus aliados tamb&eacute;m diversificam parcerias.<\/p>\n<p data-start=\"8380\" data-end=\"8822\">A poss&iacute;vel aprova&ccedil;&atilde;o de um acordo final por resolu&ccedil;&atilde;o vinculante do Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU, prevista no memorando, seria uma tentativa de transformar um entendimento bilateral em compromisso multilateral. Esse ponto &eacute; relevante porque devolveria ao sistema ONU uma fun&ccedil;&atilde;o que foi enfraquecida ap&oacute;s anos de decis&otilde;es unilaterais, san&ccedil;&otilde;es nacionais e opera&ccedil;&otilde;es militares conduzidas sem consenso amplo.<\/p>\n<p data-start=\"8824\" data-end=\"9551\">O memorando entre Estados Unidos e Ir&atilde; deve ser lido menos como um ponto de chegada e mais como uma pausa estrat&eacute;gica. Ele reduz o risco imediato de expans&atilde;o do conflito, mas deixa sem solu&ccedil;&atilde;o definitiva os temas que sustentam a rivalidade: programa nuclear, san&ccedil;&otilde;es, presen&ccedil;a militar norte-americana, seguran&ccedil;a de Israel, influ&ecirc;ncia iraniana no L&iacute;bano e no Golfo, e liberdade de navega&ccedil;&atilde;o em Hormuz. Se avan&ccedil;ar, poder&aacute; abrir caminho para uma nova arquitetura de seguran&ccedil;a regional. Se fracassar, ser&aacute; lembrado apenas como mais uma tentativa interrompida em uma longa hist&oacute;ria de desconfian&ccedil;a. O Oriente M&eacute;dio, mais uma vez, est&aacute; diante de uma diplomacia poss&iacute;vel, mas ainda cercada por for&ccedil;as que podem desfaz&ecirc;-la rapidamente.<\/p>\n<h2 data-start=\"9553\" data-end=\"9591\">&nbsp;<\/h2>\n<h2 data-start=\"9553\" data-end=\"9591\">Refer&ecirc;ncias e leituras recomendadas<\/h2>\n<ul data-start=\"9593\" data-end=\"10100\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">\n<li data-start=\"9593\" data-end=\"9788\"><strong data-start=\"9595\" data-end=\"9626\">American Presidency Project<\/strong> &mdash; texto do <em data-start=\"9638\" data-end=\"9747\">Islamabad Memorandum of Understanding Between the United States of America and the Islamic Republic of Iran<\/em>.<\/li>\n<li data-start=\"9789\" data-end=\"9917\"><strong data-start=\"9791\" data-end=\"9802\">Reuters<\/strong> &mdash; cobertura sobre as negocia&ccedil;&otilde;es em Doha e a fragilidade do cessar-fogo. https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/us-says-trump-envoys-kushner-witkoff-will-travel-iran-meeting-doha-2026-06-29\/<\/li>\n<li data-start=\"9918\" data-end=\"10100\" data-is-last-node=\"\"><strong data-start=\"9920\" data-end=\"9974\">Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica \/ Reuters<\/strong> &mdash; declara&ccedil;&otilde;es de Rafael Grossi sobre inspe&ccedil;&otilde;es nucleares e verifica&ccedil;&atilde;o internacional. https:\/\/www.reuters.com\/world\/middle-east\/iran-deal-grants-access-nuclear-inspectors-iaea-chief-says-2026-06-26\/<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"pointer-events-none -mt-px h-px translate-y-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom)-14*var(--spacing))]\" aria-hidden=\"true\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Ir&atilde;, datado de 17 de junho de 2026, n&atilde;o encerra sozinho d&eacute;cadas de rivalidade entre Washington e Teer&atilde;. 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