{"id":84,"date":"2026-02-10T19:40:09","date_gmt":"2026-02-10T22:40:09","guid":{"rendered":"https:\/\/tatianamendonca.com\/?p=84"},"modified":"2026-09-16T22:14:52","modified_gmt":"2026-09-17T01:14:52","slug":"neoimperialismo-no-seculo-xxi-novas-formas-de-dominacao-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianamendonca.com\/uncategorized\/neoimperialismo-no-seculo-xxi-novas-formas-de-dominacao-global\/","title":{"rendered":"Neoimperialismo no s\u00e9culo XXI: novas formas de domina\u00e7\u00e3o global"},"content":{"rendered":"<?xml encoding=\"utf-8\" ?><h3 data-section-id=\"vcammy\" data-start=\"308\" data-end=\"406\"><span role=\"text\"><em data-start=\"312\" data-end=\"406\">Entre mercados, guerra e recursos naturais, o poder global se reinventa &mdash; mas n&atilde;o desaparece<\/em><\/span><\/h3>\r\n<p class=\"wp-block-paragraph\" data-start=\"408\" data-end=\"699\">O imperialismo n&atilde;o acabou &mdash; ele se transformou. No s&eacute;culo XXI, a domina&ccedil;&atilde;o global raramente ocorre por ocupa&ccedil;&atilde;o formal de territ&oacute;rios, mas continua presente por meio de mecanismos mais complexos: coer&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, controle de recursos, interven&ccedil;&atilde;o militar seletiva e influ&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica.<\/p>\r\n<p data-start=\"701\" data-end=\"937\">Esse fen&ocirc;meno, frequentemente descrito como neoimperialismo, revela a continuidade de estruturas de poder entre pa&iacute;ses centrais e perif&eacute;ricos. A diferen&ccedil;a &eacute; que, hoje, essas rela&ccedil;&otilde;es operam de forma menos vis&iacute;vel &mdash; mas n&atilde;o menos eficaz.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"bcbvte\" data-start=\"944\" data-end=\"1012\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"947\" data-end=\"1012\">Recursos naturais e interven&ccedil;&atilde;o: o retorno da l&oacute;gica imperial<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"1014\" data-end=\"1161\">Um dos elementos mais evidentes do neoimperialismo contempor&acirc;neo &eacute; a disputa por recursos estrat&eacute;gicos, especialmente petr&oacute;leo, minerais e energia.<\/p>\r\n<p data-start=\"1163\" data-end=\"1441\">A pol&iacute;tica externa dos Estados Unidos sob <span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"><span class=\"whitespace-normal\">Donald Trump<\/span><\/span> tem sido frequentemente citada como exemplo dessa l&oacute;gica. Em 2026, especialistas passaram a descrever suas a&ccedil;&otilde;es como uma forma de &ldquo;imperialismo de recursos&rdquo;, com foco direto em controle energ&eacute;tico.<\/p>\r\n<p data-start=\"1443\" data-end=\"1814\">Um caso emblem&aacute;tico &eacute; a interven&ccedil;&atilde;o na Venezuela. Em janeiro de 2026, for&ccedil;as americanas capturaram o presidente Nicol&aacute;s Maduro e assumiram controle sobre setores estrat&eacute;gicos do petr&oacute;leo venezuelano &mdash; uma das maiores reservas do mundo. A a&ccedil;&atilde;o foi amplamente criticada por juristas e governos como viola&ccedil;&atilde;o do direito internacional.<\/p>\r\n<p data-start=\"1816\" data-end=\"2036\">Al&eacute;m disso, declara&ccedil;&otilde;es de Trump sobre &ldquo;tomar o petr&oacute;leo&rdquo; de pa&iacute;ses como Ir&atilde; e Venezuela refor&ccedil;am uma vis&atilde;o direta de poder baseada no controle de recursos.<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p data-start=\"1816\" data-end=\"2036\">Especialistas como Patrick Bigger descrevem essa l&oacute;gica como:<\/p>\r\n<p data-start=\"2039\" data-end=\"2148\">&ldquo;uma vis&atilde;o de que os Estados Unidos t&ecirc;m direito aos recursos globais&rdquo;<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<p data-start=\"2150\" data-end=\"2260\">Essa abordagem retoma pr&aacute;ticas hist&oacute;ricas do imperialismo cl&aacute;ssico, agora adaptadas ao contexto contempor&acirc;neo.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"18i3rf3\" data-start=\"2267\" data-end=\"2317\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"2270\" data-end=\"2317\">Ir&atilde; e Oriente M&eacute;dio: continuidade hist&oacute;rica<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"2319\" data-end=\"2401\">A atua&ccedil;&atilde;o dos Estados Unidos no Oriente M&eacute;dio tamb&eacute;m reflete padr&otilde;es neoimperiais.<\/p>\r\n<p data-start=\"2403\" data-end=\"2636\">Ataques recentes contra o Ir&atilde;, realizados em parceria com Israel, foram descritos por analistas como parte de uma estrat&eacute;gia de longo prazo para garantir influ&ecirc;ncia em regi&otilde;es ricas em energia.<\/p>\r\n<p data-start=\"2638\" data-end=\"2827\">Especialistas argumentam que essas interven&ccedil;&otilde;es n&atilde;o podem ser explicadas apenas por fatores de seguran&ccedil;a, mas tamb&eacute;m por interesses estrat&eacute;gicos relacionados a petr&oacute;leo e controle regional.<\/p>\r\n<p data-start=\"2829\" data-end=\"2974\">Esse padr&atilde;o remete diretamente &agrave; invas&atilde;o do Iraque em 2003 &mdash; frequentemente citada como exemplo cl&aacute;ssico de guerra associada a recursos naturais.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"3i6txb\" data-start=\"2981\" data-end=\"3041\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"2984\" data-end=\"3041\">Palestina: colonialismo de assentamento no s&eacute;culo XXI<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"3043\" data-end=\"3149\">O caso da Palestina &eacute; frequentemente descrito por acad&ecirc;micos como uma forma contempor&acirc;nea de colonialismo.<\/p>\r\n<p data-start=\"3151\" data-end=\"3333\">Diversos especialistas utilizam o conceito de &ldquo;colonialismo de assentamento&rdquo; para descrever a expans&atilde;o territorial israelense em territ&oacute;rios palestinos, especialmente na Cisjord&acirc;nia.<\/p>\r\n<p data-start=\"3335\" data-end=\"3427\">Embora o termo seja politicamente sens&iacute;vel, ele aparece em an&aacute;lises acad&ecirc;micas para indicar:<\/p>\r\n<ul data-start=\"3429\" data-end=\"3533\">\r\n<li data-section-id=\"1gfu46q\" data-start=\"3429\" data-end=\"3465\">controle territorial progressivo<\/li>\r\n<li data-section-id=\"1ty5844\" data-start=\"3466\" data-end=\"3496\">deslocamento de popula&ccedil;&otilde;es<\/li>\r\n<li data-section-id=\"8y9mdp\" data-start=\"3497\" data-end=\"3533\">assimetria jur&iacute;dica entre grupos<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p data-start=\"3535\" data-end=\"3645\">Nesse contexto, o conflito n&atilde;o &eacute; apenas militar, mas estrutural &mdash; envolvendo soberania, territ&oacute;rio e direitos.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"1azctef\" data-start=\"3652\" data-end=\"3700\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"3655\" data-end=\"3700\">Groenl&acirc;ndia: o imperialismo sem disfarces<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"3702\" data-end=\"3846\">Um dos epis&oacute;dios mais reveladores da nova l&oacute;gica imperial ocorreu com a tentativa dos Estados Unidos de adquirir &mdash; ou at&eacute; tomar &mdash; a Groenl&acirc;ndia.<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p data-start=\"3848\" data-end=\"4038\">Trump afirmou que o territ&oacute;rio, atualmente ligado &agrave; Dinamarca, poderia ser obtido &ldquo;de uma forma ou de outra&rdquo;, incluindo possibilidade de uso de for&ccedil;a.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<p data-start=\"4040\" data-end=\"4224\">Autoridades americanas chegaram a discutir planos militares e questionaram o direito da Dinamarca sobre a ilha, destacando seu valor estrat&eacute;gico e recursos naturais, como terras raras.<\/p>\r\n<p data-start=\"4226\" data-end=\"4450\">Especialistas interpretaram essa postura como uma ruptura com o discurso tradicional de defesa da soberania internacional, aproximando-se de pr&aacute;ticas cl&aacute;ssicas de expans&atilde;o territorial.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"4kepiz\" data-start=\"4457\" data-end=\"4513\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"4460\" data-end=\"4513\">Am&eacute;rica Latina: a continuidade da Doutrina Monroe<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"4515\" data-end=\"4602\">A Am&eacute;rica Latina continua sendo um espa&ccedil;o central de influ&ecirc;ncia para os Estados Unidos.<\/p>\r\n<p data-start=\"4604\" data-end=\"4784\">A chamada Doutrina Monroe &mdash; historicamente usada para justificar interven&ccedil;&atilde;o no hemisf&eacute;rio &mdash; foi reinterpretada na pol&iacute;tica externa recente, refor&ccedil;ando a ideia de dom&iacute;nio regional.<\/p>\r\n<p data-start=\"4786\" data-end=\"4947\">Interven&ccedil;&otilde;es na Venezuela, press&otilde;es sobre Cuba e amea&ccedil;as a outros pa&iacute;ses demonstram que a regi&atilde;o permanece estrat&eacute;gica, especialmente por seus recursos naturais.<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<p data-start=\"4949\" data-end=\"5008\">Segundo o analista <span class=\"hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline\"><span class=\"whitespace-normal\">Charles Kupchan<\/span><\/span>,<\/p>\r\n<p data-start=\"5011\" data-end=\"5139\">&ldquo;as pol&iacute;ticas dos EUA hoje se aproximam mais do neoimperialismo do que do isolacionismo&rdquo;<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n<h2 data-section-id=\"xaq3s2\" data-start=\"5146\" data-end=\"5191\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"5149\" data-end=\"5191\">&Aacute;frica: o novo campo de disputa global<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"5193\" data-end=\"5278\">Na &Aacute;frica, o neoimperialismo assume formas mais indiretas, mas igualmente relevantes.<\/p>\r\n<p data-start=\"5280\" data-end=\"5352\">Pot&ecirc;ncias como Estados Unidos, China e Uni&atilde;o Europeia disputam acesso a:<\/p>\r\n<ul data-start=\"5354\" data-end=\"5441\">\r\n<li data-section-id=\"ytl91x\" data-start=\"5354\" data-end=\"5396\">minerais estrat&eacute;gicos (cobalto, l&iacute;tio)<\/li>\r\n<li data-section-id=\"shsk3k\" data-start=\"5397\" data-end=\"5417\">terras agr&iacute;colas<\/li>\r\n<li data-section-id=\"1j5axbt\" data-start=\"5418\" data-end=\"5441\">mercados emergentes<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p data-start=\"5443\" data-end=\"5531\">A competi&ccedil;&atilde;o por esses recursos est&aacute; ligada &agrave; transi&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica e &agrave; economia digital.<\/p>\r\n<p data-start=\"5533\" data-end=\"5702\">Embora muitas dessas parcerias sejam apresentadas como coopera&ccedil;&atilde;o, especialistas alertam para riscos de depend&ecirc;ncia econ&ocirc;mica e controle externo de setores estrat&eacute;gicos.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"1wpuql9\" data-start=\"5709\" data-end=\"5743\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"5712\" data-end=\"5743\">San&ccedil;&otilde;es e coer&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"5745\" data-end=\"5837\">Al&eacute;m da for&ccedil;a militar, o neoimperialismo tamb&eacute;m se manifesta por meio de san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas.<\/p>\r\n<p data-start=\"5839\" data-end=\"5941\">Estados Unidos e aliados utilizam san&ccedil;&otilde;es para pressionar governos considerados advers&aacute;rios, afetando:<\/p>\r\n<ul data-start=\"5943\" data-end=\"6013\">\r\n<li data-section-id=\"fpv289\" data-start=\"5943\" data-end=\"5966\">economias nacionais<\/li>\r\n<li data-section-id=\"alvyzl\" data-start=\"5967\" data-end=\"5988\">acesso a mercados<\/li>\r\n<li data-section-id=\"627zb4\" data-start=\"5989\" data-end=\"6013\">sistemas financeiros<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p data-start=\"6015\" data-end=\"6164\">Embora apresentadas como instrumentos diplom&aacute;ticos, essas medidas podem ter impactos severos sobre popula&ccedil;&otilde;es civis e limitar a soberania de Estados.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"11cc0zc\" data-start=\"6171\" data-end=\"6211\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"6174\" data-end=\"6211\">Tecnologia e colonialismo digital<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"6213\" data-end=\"6271\">No s&eacute;culo XXI, a domina&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ocorre no campo digital.<\/p>\r\n<p data-start=\"6273\" data-end=\"6419\">Grandes empresas de tecnologia &mdash; majoritariamente baseadas no Norte Global &mdash; controlam infraestrutura digital, dados e plataformas de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\r\n<p data-start=\"6421\" data-end=\"6493\">Isso cria uma nova forma de depend&ecirc;ncia: o chamado colonialismo digital.<\/p>\r\n<p data-start=\"6495\" data-end=\"6608\">Pa&iacute;ses do Sul Global frequentemente dependem dessas tecnologias, limitando sua autonomia tecnol&oacute;gica e econ&ocirc;mica.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"1lnq5ie\" data-start=\"6615\" data-end=\"6650\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"6618\" data-end=\"6650\">Entre cr&iacute;tica e complexidade<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"6652\" data-end=\"6768\">&Eacute; importante reconhecer que o sistema internacional atual &eacute; mais complexo do que o modelo cl&aacute;ssico centro-periferia.<\/p>\r\n<p data-start=\"6770\" data-end=\"6928\">Pot&ecirc;ncias emergentes, como China e &Iacute;ndia, tamb&eacute;m exercem influ&ecirc;ncia significativa, o que indica uma reconfigura&ccedil;&atilde;o &mdash; n&atilde;o elimina&ccedil;&atilde;o &mdash; das hierarquias globais.<\/p>\r\n<p data-start=\"6930\" data-end=\"6968\">Ainda assim, as assimetrias persistem.<\/p>\r\n<h2 data-section-id=\"1ru1rhs\" data-start=\"6975\" data-end=\"7026\"><span role=\"text\"><strong data-start=\"6978\" data-end=\"7026\">Conclus&atilde;o: imperialismo sem col&ocirc;nias formais<\/strong><\/span><\/h2>\r\n<p data-start=\"7028\" data-end=\"7150\">O neoimperialismo no s&eacute;culo XXI n&atilde;o se apresenta como ocupa&ccedil;&atilde;o direta, mas como um sistema de influ&ecirc;ncia multidimensional.<\/p>\r\n<p data-start=\"7152\" data-end=\"7181\">Ele se manifesta por meio de:<\/p>\r\n<ul data-start=\"7183\" data-end=\"7300\">\r\n<li data-section-id=\"1v4di8g\" data-start=\"7183\" data-end=\"7216\">controle de recursos naturais<\/li>\r\n<li data-section-id=\"z2702r\" data-start=\"7217\" data-end=\"7253\">interven&ccedil;&otilde;es militares seletivas<\/li>\r\n<li data-section-id=\"1048zh2\" data-start=\"7254\" data-end=\"7276\">san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas<\/li>\r\n<li data-section-id=\"1san96t\" data-start=\"7277\" data-end=\"7300\">dom&iacute;nio tecnol&oacute;gico<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p data-start=\"7302\" data-end=\"7444\">Os exemplos recentes &mdash; Venezuela, Ir&atilde;, Palestina, Groenl&acirc;ndia e &Aacute;frica &mdash; mostram que o poder global continua sendo exercido de forma desigual.<\/p>\r\n<p data-start=\"7446\" data-end=\"7505\">A diferen&ccedil;a &eacute; que, hoje, a domina&ccedil;&atilde;o raramente &eacute; declarada.<\/p>\r\n<p data-start=\"7507\" data-end=\"7665\">Ela opera por meio de estruturas, interesses e decis&otilde;es que moldam o sistema internacional &mdash; muitas vezes sem a necessidade de bandeiras ou ocupa&ccedil;&otilde;es formais.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre mercados, guerra e recursos naturais, o poder global se reinventa &mdash; mas n&atilde;o desaparece O imperialismo n&atilde;o acabou &mdash; ele se transformou. 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