{"id":1805,"date":"2026-09-26T01:01:52","date_gmt":"2026-09-26T04:01:52","guid":{"rendered":"https:\/\/tatianamendonca.com\/?p=1805"},"modified":"2026-09-16T23:04:40","modified_gmt":"2026-09-17T02:04:40","slug":"dia-internacional-para-a-eliminacao-total-das-armas-nucleares-seguranca-baseada-na-ameaca-de-destruicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tatianamendonca.com\/temas\/geopolitica-diplomacia\/dia-internacional-para-a-eliminacao-total-das-armas-nucleares-seguranca-baseada-na-ameaca-de-destruicao\/","title":{"rendered":"Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o Total das Armas Nucleares \u2014 Seguran\u00e7a baseada na amea\u00e7a de destrui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<?xml encoding=\"utf-8\" ?><h1>Dia Internacional para a Elimina&ccedil;&atilde;o Total das Armas Nucleares &mdash; Seguran&ccedil;a baseada na amea&ccedil;a de destrui&ccedil;&atilde;o<\/h1>\n<p><em>Mais de oito d&eacute;cadas depois de Hiroshima e Nagasaki, as armas nucleares continuam ocupando um lugar central nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a das grandes pot&ecirc;ncias. Seus defensores argumentam que elas impedem guerras ao tornar o custo de uma agress&atilde;o intoler&aacute;vel. Seus cr&iacute;ticos apontam a contradi&ccedil;&atilde;o fundamental desse racioc&iacute;nio: preservar a paz por meio da capacidade permanente de destruir cidades, popula&ccedil;&otilde;es e, em determinadas circunst&acirc;ncias, amea&ccedil;ar a pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia humana. A guerra entre Israel e Ir&atilde; em 2025 &mdash; seguida da participa&ccedil;&atilde;o militar direta dos Estados Unidos contra instala&ccedil;&otilde;es nucleares iranianas &mdash; mostrou como essa desigualdade nuclear continua moldando a pol&iacute;tica internacional.<\/em><\/p>\n<h2>Nove pa&iacute;ses concentram o poder nuclear<\/h2>\n<p>Atualmente, nove Estados s&atilde;o considerados possuidores de armas nucleares: <strong>Estados Unidos, R&uacute;ssia, Reino Unido, Fran&ccedil;a, China, &Iacute;ndia, Paquist&atilde;o, Coreia do Norte e Israel<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o <em>SIPRI Yearbook 2026<\/em>, esses pa&iacute;ses possu&iacute;am, em janeiro de 2026, aproximadamente <strong>12.187 ogivas nucleares<\/strong>. Cerca de 9.745 estavam em estoques militares potencialmente dispon&iacute;veis para utiliza&ccedil;&atilde;o, e aproximadamente 4.012 encontravam-se implantadas em m&iacute;sseis ou aeronaves. Estados Unidos e R&uacute;ssia continuavam concentrando juntos aproximadamente 83% das ogivas armazenadas operacionalmente.<\/p>\n<p>H&aacute;, entretanto, diferen&ccedil;as jur&iacute;dicas importantes entre esses nove pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>O <strong>Tratado sobre a N&atilde;o Prolifera&ccedil;&atilde;o de Armas Nucleares (TNP)<\/strong> reconhece como Estados possuidores de armas nucleares apenas aqueles que haviam fabricado ou testado um dispositivo nuclear antes de 1&ordm; de janeiro de 1967: <strong>Estados Unidos, Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica &mdash; hoje R&uacute;ssia &mdash;, Reino Unido, Fran&ccedil;a e China<\/strong>.<\/p>\n<p>&Iacute;ndia, Paquist&atilde;o e Israel desenvolveram seus arsenais fora do tratado. A Coreia do Norte aderiu ao TNP em 1985, mas anunciou sua retirada em 2003 e posteriormente realizou testes nucleares.<\/p>\n<p>Essa estrutura criou uma desigualdade que acompanha o regime de n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o desde sua origem: alguns Estados podem manter arsenais enquanto a grande maioria assume a obriga&ccedil;&atilde;o de nunca adquiri-los.<\/p>\n<h2>Estados Unidos: a maior pot&ecirc;ncia nuclear ao lado da R&uacute;ssia<\/h2>\n<p>Os Estados Unidos n&atilde;o apenas possuem armas nucleares como mant&ecirc;m uma das duas maiores for&ccedil;as nucleares do planeta. Washington continua investindo na moderniza&ccedil;&atilde;o de ogivas, m&iacute;sseis bal&iacute;sticos intercontinentais, submarinos nucleares e bombardeiros estrat&eacute;gicos.<\/p>\n<p>Estados Unidos e R&uacute;ssia concentram a grande maioria das armas nucleares existentes. O SIPRI observa tamb&eacute;m que ambos continuam programas extensos de moderniza&ccedil;&atilde;o e que a tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o global dos arsenais registrada desde o final da Guerra Fria pode estar se revertendo.<\/p>\n<p>Esse processo ocorre justamente quando mecanismos de controle de armamentos est&atilde;o enfraquecidos e quando algumas lideran&ccedil;as pol&iacute;ticas voltam a apresentar armas nucleares como garantias indispens&aacute;veis de sobreviv&ecirc;ncia nacional.<\/p>\n<p>O problema &eacute; que a l&oacute;gica funciona em duas dire&ccedil;&otilde;es: se possuir uma arma nuclear protege um Estado de ataques externos, outros governos podem concluir que tamb&eacute;m necessitam dessas armas.<\/p>\n<p>&Eacute; nesse ponto que a dissuas&atilde;o pode produzir o efeito oposto &agrave;quele que promete evitar.<\/p>\n<h2>Israel e a pol&iacute;tica da &ldquo;ambiguidade nuclear&rdquo;<\/h2>\n<p>O caso israelense &eacute; particularmente relevante para compreender as tens&otilde;es do regime nuclear internacional.<\/p>\n<p><strong>Israel nunca confirmou oficialmente possuir armas nucleares, mas tamb&eacute;m nunca negou explicitamente.<\/strong> Essa posi&ccedil;&atilde;o &eacute; tradicionalmente chamada de pol&iacute;tica de <strong>ambiguidade ou opacidade nuclear<\/strong>.<\/p>\n<p>O pa&iacute;s n&atilde;o &eacute; parte do Tratado de N&atilde;o Prolifera&ccedil;&atilde;o Nuclear. Organiza&ccedil;&otilde;es especializadas como o SIPRI o classificam, entretanto, entre os nove Estados nuclearmente armados. O instituto estima h&aacute; anos que Israel disp&otilde;e de dezenas de ogivas e mant&eacute;m capacidades de lan&ccedil;amento por diferentes plataformas.<\/p>\n<p>Em 2026, o SIPRI continuava incluindo Israel explicitamente entre os nove Estados nuclearmente armados do mundo.<\/p>\n<p>A diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao Ir&atilde; &eacute; fundamental.<\/p>\n<p><strong>O Ir&atilde; n&atilde;o &eacute; classificado como Estado possuidor de armas nucleares.<\/strong> &Eacute; parte do TNP e, portanto, assumiu juridicamente a obriga&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o desenvolver ou adquirir armas nucleares.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, seu programa nuclear tornou-se um dos principais focos de preocupa&ccedil;&atilde;o internacional devido ao enriquecimento de ur&acirc;nio em n&iacute;veis muito superiores aos normalmente necess&aacute;rios para produ&ccedil;&atilde;o comercial de energia e &agrave;s dificuldades da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica &mdash; AIEA &mdash; para verificar integralmente determinadas atividades.<\/p>\n<p>Antes da guerra de junho de 2025, a AIEA havia verificado mais de 400 quilos de ur&acirc;nio altamente enriquecido no pa&iacute;s. Posteriormente, a Ag&ecirc;ncia afirmou que permaneciam quest&otilde;es n&atilde;o resolvidas relacionadas a material e atividades nucleares n&atilde;o declaradas e que, sem coopera&ccedil;&atilde;o adicional do governo iraniano, n&atilde;o poderia garantir que o programa fosse exclusivamente pac&iacute;fico.<\/p>\n<p>Isso, por&eacute;m, n&atilde;o equivale a afirmar que o Ir&atilde; possu&iacute;a uma arma nuclear.<\/p>\n<h2>A guerra Israel&ndash;Ir&atilde; e a assimetria nuclear<\/h2>\n<p>A guerra de junho de 2025 transformou essa discuss&atilde;o te&oacute;rica em um exemplo concreto da rela&ccedil;&atilde;o entre armas nucleares, seguran&ccedil;a e desigualdade internacional.<\/p>\n<p>Em <strong>13 de junho de 2025<\/strong>, Israel iniciou uma opera&ccedil;&atilde;o militar contra o Ir&atilde; que incluiu ataques a instala&ccedil;&otilde;es nucleares iranianas. A Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica confirmou ataques, entre outros locais, &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de enriquecimento de Natanz.<\/p>\n<p>Os ataques e contra-ataques prosseguiram durante v&aacute;rios dias.<\/p>\n<p>Em <strong>22 de junho<\/strong>, os <strong>Estados Unidos entraram diretamente na opera&ccedil;&atilde;o militar e bombardearam tr&ecirc;s instala&ccedil;&otilde;es nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Esfahan<\/strong>. A AIEA confirmou os ataques e registrou danos significativos.<\/p>\n<p>O epis&oacute;dio produziu uma situa&ccedil;&atilde;o politicamente singular: dois pa&iacute;ses considerados nuclearmente armados &mdash; Estados Unidos e Israel &mdash; atacaram instala&ccedil;&otilde;es nucleares de um Estado que n&atilde;o &eacute; considerado possuidor de armas nucleares e que permanece formalmente submetido ao regime de salvaguardas do TNP.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o n&atilde;o elimina as controv&eacute;rsias em torno do programa nuclear iraniano. Em junho de 2025, o Conselho de Governadores da AIEA havia considerado que o Ir&atilde; n&atilde;o estava cumprindo plenamente determinadas obriga&ccedil;&otilde;es de salvaguardas. Posteriormente, a Ag&ecirc;ncia afirmou que n&atilde;o podia assegurar o car&aacute;ter exclusivamente pac&iacute;fico do programa enquanto quest&otilde;es pendentes n&atilde;o fossem resolvidas.<\/p>\n<p>Mas o epis&oacute;dio exp&ocirc;s outro problema: <strong>como convencer Estados a permanecerem n&atilde;o nucleares se observarem que pa&iacute;ses dotados de armas nucleares possuem maior capacidade de dissuadir ataques externos?<\/strong><\/p>\n<p>Essa pergunta est&aacute; no centro do debate contempor&acirc;neo sobre prolifera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h2>Atacar instala&ccedil;&otilde;es nucleares tamb&eacute;m cria novos riscos<\/h2>\n<p>Existe ainda uma dimens&atilde;o frequentemente esquecida.<\/p>\n<p>Instala&ccedil;&otilde;es nucleares n&atilde;o precisam conter bombas para representarem enorme risco durante uma guerra. Ataques contra reatores, instala&ccedil;&otilde;es de enriquecimento ou locais onde materiais radioativos est&atilde;o armazenados podem provocar contamina&ccedil;&atilde;o, comprometer sistemas de seguran&ccedil;a e dificultar o trabalho dos inspetores internacionais.<\/p>\n<p>Durante os ataques de junho de 2025, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reiterou que instala&ccedil;&otilde;es nucleares n&atilde;o deveriam ser atacadas devido aos potenciais impactos sobre popula&ccedil;&otilde;es e meio ambiente.<\/p>\n<p>A Ag&ecirc;ncia recordou resolu&ccedil;&otilde;es segundo as quais ataques contra instala&ccedil;&otilde;es nucleares dedicadas a fins pac&iacute;ficos entram em conflito com princ&iacute;pios da Carta das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, do Direito Internacional e do pr&oacute;prio Estatuto da AIEA.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do risco f&iacute;sico imediato, existe uma consequ&ecirc;ncia pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>Depois dos ataques de 2025, as atividades de verifica&ccedil;&atilde;o da AIEA no Ir&atilde; foram severamente prejudicadas. O governo iraniano suspendeu parte da coopera&ccedil;&atilde;o com a Ag&ecirc;ncia, e o acesso dos inspetores tornou-se mais dif&iacute;cil.<\/p>\n<p>Assim surge outro paradoxo: uma opera&ccedil;&atilde;o militar destinada oficialmente a impedir a prolifera&ccedil;&atilde;o pode, ao mesmo tempo, reduzir a capacidade internacional de verificar o programa que pretende controlar.<\/p>\n<h2>Do TNP ao Tratado sobre a Proibi&ccedil;&atilde;o de Armas Nucleares<\/h2>\n<p>O sistema internacional tentou enfrentar essa contradi&ccedil;&atilde;o por dois caminhos diferentes.<\/p>\n<p>O primeiro &eacute; o <strong>Tratado de N&atilde;o Prolifera&ccedil;&atilde;o Nuclear<\/strong>, em vigor desde 1970.<\/p>\n<p>O acordo criou tr&ecirc;s grandes compromissos: impedir a dissemina&ccedil;&atilde;o de armas nucleares, garantir o direito ao uso pac&iacute;fico da tecnologia nuclear e promover negocia&ccedil;&otilde;es em dire&ccedil;&atilde;o ao desarmamento.<\/p>\n<p>O problema est&aacute; justamente nesse &uacute;ltimo elemento.<\/p>\n<p>Mais de meio s&eacute;culo depois, armas nucleares continuam fazendo parte central das doutrinas militares dos Estados que as possuem. Em vez de desaparecerem, v&aacute;rios arsenais est&atilde;o sendo modernizados.<\/p>\n<p>O segundo caminho surgiu com o <strong>Tratado sobre a Proibi&ccedil;&atilde;o de Armas Nucleares (TPAN)<\/strong>, que entrou em vigor em 2021.<\/p>\n<p>Para seus Estados-partes, o tratado pro&iacute;be desenvolver, testar, produzir, adquirir, possuir, armazenar, utilizar ou amea&ccedil;ar utilizar armas nucleares.<\/p>\n<p>Nenhum dos nove Estados nuclearmente armados aderiu ao tratado.<\/p>\n<p>Esse fato ilustra o principal limite do instrumento: ele estabelece uma norma jur&iacute;dica clara contra armas nucleares, mas os Estados cuja participa&ccedil;&atilde;o seria decisiva permanecem fora dele.<\/p>\n<h2>Dissuas&atilde;o ou privil&eacute;gio?<\/h2>\n<p>Os defensores da dissuas&atilde;o nuclear argumentam que a exist&ecirc;ncia desses arsenais pode impedir guerras entre grandes pot&ecirc;ncias porque nenhum governo racional aceitaria correr o risco de destrui&ccedil;&atilde;o nuclear.<\/p>\n<p>A l&oacute;gica da <strong>destrui&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua assegurada<\/strong> teve influ&ecirc;ncia profunda durante a Guerra Fria e continua presente nas estrat&eacute;gias militares contempor&acirc;neas.<\/p>\n<p>Mas o sistema tamb&eacute;m produz uma hierarquia evidente.<\/p>\n<p>Alguns pa&iacute;ses afirmam que suas pr&oacute;prias armas nucleares s&atilde;o necess&aacute;rias para sua seguran&ccedil;a enquanto exigem que outros permane&ccedil;am permanentemente sem elas.<\/p>\n<p>O Oriente M&eacute;dio exemplifica essa contradi&ccedil;&atilde;o de maneira particularmente clara.<\/p>\n<p>Israel &eacute; considerado um Estado nuclearmente armado, permanece fora do TNP e mant&eacute;m seu arsenal sob uma pol&iacute;tica de ambiguidade. O Ir&atilde; &eacute; parte do TNP, n&atilde;o &eacute; considerado possuidor de armas nucleares e tem suas instala&ccedil;&otilde;es declaradas sujeitas a salvaguardas internacionais &mdash; ainda que tenha acumulado importantes problemas de cumprimento e transpar&ecirc;ncia junto &agrave; AIEA.<\/p>\n<p>Quando instala&ccedil;&otilde;es iranianas foram atacadas em 2025 por Israel e posteriormente pelos Estados Unidos, esse desequil&iacute;brio tornou-se ainda mais vis&iacute;vel.<\/p>\n<p>A discuss&atilde;o, portanto, vai al&eacute;m de perguntar se determinado governo deve ou n&atilde;o possuir uma bomba.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o estrutural &eacute; outra: <strong>&eacute; poss&iacute;vel manter indefinidamente um sistema internacional no qual alguns Estados apresentam armas nucleares como indispens&aacute;veis &agrave; pr&oacute;pria sobreviv&ecirc;ncia enquanto tentam convencer todos os demais de que sua seguran&ccedil;a ser&aacute; maior sem elas?<\/strong><\/p>\n<p>O Dia Internacional para a Elimina&ccedil;&atilde;o Total das Armas Nucleares, celebrado em <strong>26 de setembro<\/strong>, existe precisamente para recolocar essa contradi&ccedil;&atilde;o no centro do debate internacional.<\/p>\n<p>Enquanto a seguran&ccedil;a continuar sendo associada &agrave; capacidade de causar destrui&ccedil;&atilde;o em escala incompar&aacute;vel, o desarmamento permanecer&aacute; n&atilde;o apenas uma quest&atilde;o t&eacute;cnica ou jur&iacute;dica, mas sobretudo um problema de poder e confian&ccedil;a entre Estados.<\/p>\n<h2>&nbsp;<\/h2>\n<h2><strong>Refer&ecirc;ncias<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Na&ccedil;&otilde;es Unidas &mdash; International Day for the Total Elimination of Nuclear Weapons<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.un.org\/en\/observances\/nuclear-weapons-elimination-day\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.un.org\/en\/observances\/nuclear-weapons-elimination-day<\/a><\/p>\n<p><strong>Na&ccedil;&otilde;es Unidas &mdash; Treaty on the Non-Proliferation of Nuclear Weapons (NPT)<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.un.org\/disarmament\/wmd\/nuclear\/npt\/\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.un.org\/disarmament\/wmd\/nuclear\/npt\/<\/a><\/p>\n<p><strong>UNODA &mdash; Treaty on the Prohibition of Nuclear Weapons<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/disarmament.unoda.org\/wmd\/nuclear\/tpnw\/\" rel=\"nofollow\">https:\/\/disarmament.unoda.org\/wmd\/nuclear\/tpnw\/<\/a><\/p>\n<p><strong>SIPRI &mdash; SIPRI Yearbook 2026 \/ World Nuclear Forces<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.sipri.org\/yearbook\/2026\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.sipri.org\/yearbook\/2026<\/a><\/p>\n<p><strong>SIPRI &mdash; Increasing focus on nuclear weapons amid heightened escalation risks, 8 June 2026<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.sipri.org\/media\/press-release\/2026\/increasing-focus-nuclear-weapons-amid-heightened-escalation-risks-new-sipri-yearbook-out-now\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.sipri.org\/media\/press-release\/2026\/increasing-focus-nuclear-weapons-amid-heightened-escalation-risks-new-sipri-yearbook-out-now<\/a><\/p>\n<p><strong>SIPRI &mdash; Israel: World Nuclear Forces<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.sipri.org\/research\/armaments-and-disarmament\/nuclear-weapons\/world-nuclear-forces\/israel\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.sipri.org\/research\/armaments-and-disarmament\/nuclear-weapons\/world-nuclear-forces\/israel<\/a><\/p>\n<p><strong>AIEA &mdash; Statement on the Situation in Iran, 13 June 2025<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.iaea.org\/newscenter\/statements\/statement-on-the-situation-in-iran-13-june-2025\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.iaea.org\/newscenter\/statements\/statement-on-the-situation-in-iran-13-june-2025<\/a><\/p>\n<p><strong>AIEA &mdash; Update on Developments in Iran, 22 June 2025<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.iaea.org\/newscenter\/pressreleases\/update-on-developments-in-iran-5\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.iaea.org\/newscenter\/pressreleases\/update-on-developments-in-iran-5<\/a><\/p>\n<p><strong>AIEA &mdash; NPT Safeguards Agreement with the Islamic Republic of Iran, novembro de 2025<\/strong><br>\n<a href=\"https:\/\/www.iaea.org\/sites\/default\/files\/gov2025-65.pdf\" rel=\"nofollow\">https:\/\/www.iaea.org\/sites\/default\/files\/gov2025-65.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Internacional para a Elimina&ccedil;&atilde;o Total das Armas Nucleares &mdash; Seguran&ccedil;a baseada na amea&ccedil;a de destrui&ccedil;&atilde;o Mais de oito d&eacute;cadas depois de Hiroshima e Nagasaki, as armas nucleares continuam ocupando um lugar central nas estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a das grandes pot&ecirc;ncias. 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