Xi Jinping nasceu em 15 de junho de 1953, em Pequim, filho de Xi Zhongxun, um dos líderes revolucionários que ajudaram a fundar a República Popular da China ao lado de Mao Tsé-tung. Durante a Revolução Cultural, quando o pai caiu em desgraça política, o jovem Xi foi enviado à força para a zona rural de Yan’an, na província de Shaanxi, onde viveu em uma caverna e trabalhou como camponês por sete anos — episódio que ele próprio, décadas depois, descreveria como formador de sua visão de mundo. Formou-se em engenharia química pela Universidade Tsinghua e ascendeu lentamente na hierarquia do Partido Comunista Chinês, governando as províncias de Fujian e Zhejiang e, depois, a cidade de Xangai.
Tornou-se secretário-geral do Partido Comunista em 2012 e presidente da China em 2013. Em 2018, promoveu uma reforma constitucional que aboliu o limite de dois mandatos presidenciais, abrindo caminho para permanecer no poder indefinidamente — movimento que consolidou sua posição como o líder chinês mais poderoso desde Mao. Sua gestão é marcada por um agressivo combate à corrupção interna, que também serviu para afastar rivais políticos, e pela criação da Nova Rota da Seda (Belt and Road Initiative), projeto bilionário de infraestrutura que expandiu a influência chinesa em dezenas de países.
Na política externa, Xi tem adotado postura cada vez mais assertiva sobre Taiwan, que Pequim considera parte inalienável do território chinês, e sobre disputas territoriais no Mar do Sul da China. Durante a visita de Estado do presidente americano Donald Trump a Pequim, em maio de 2026, recebeu o homólogo no Grande Salão do Povo e evocou a chamada armadilha de Tucídides — teoria que associa a ascensão de uma potência emergente ao risco de conflito com a potência estabelecida — pedindo que os dois países “transcendam” essa lógica de confronto.
Na abertura da 18ª Cúpula do BRICS, em Nova Délhi, em setembro de 2026, defendeu que os países do bloco assumam “em conjunto as responsabilidades da época” — discurso alinhado à narrativa de “comunidade de futuro compartilhado” que Pequim promove há uma década como alternativa à ordem liderada pelos Estados Unidos. Como líder de um sistema de partido único, Xi não enfrenta oposição eleitoral organizada dentro da China, mas segue sendo alvo de críticas internacionais por restrições a minorias étnicas, como os uigures em Xinjiang, e por limites à liberdade de expressão e de imprensa no país.
Referências
WIKIPEDIA. Xi Jinping. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Xi_Jinping. Acesso em: 13 set. 2026.
CORREIO BRAZILIENSE. Xi Jinping afina o tom da relação com os EUA. 15 maio 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2026/05/7419971-xi-jinping-afina-o-tom-da-relacao-com-os-eua.html. Acesso em: 13 set. 2026.
CRI ONLINE (PORTUGUÊS). Xi Jinping exalta força e influência do BRICS na primeira reunião da 18ª Cúpula. 12 set. 2026. Disponível em: https://portuguese.cri.cn/2026/09/12/ARTI1789210681439317. Acesso em: 13 set. 2026.
PORTAL TELA. Discurso de Xi Jinping é tema de atenção internacional. 21 maio 2026. Disponível em: https://www.portaltela.com/noticias/internacional/2026/05/21/discurso-de-xi-jinping-e-tema-de-atencao-internacional/. Acesso em: 13 set. 2026.

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