Benjamin Netanyahu: o sobrevivente político de Israel em meio à guerra e ao banco dos réus

Benjamin Netanyahu nasceu em 21 de outubro de 1949, em Tel Aviv, e passou parte da adolescência nos Estados Unidos, onde o pai lecionava história. Serviu no Sayeret Matkal, unidade de elite das Forças de Defesa de Israel, e formou-se em arquitetura e administração pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Em 1976, seu irmão […]

Por Tatiana Mendonça — Munique, Alemanha

13 de setembro de 2026 às 17:16h

Benjamin Netanyahu nasceu em 21 de outubro de 1949, em Tel Aviv, e passou parte da adolescência nos Estados Unidos, onde o pai lecionava história. Serviu no Sayeret Matkal, unidade de elite das Forças de Defesa de Israel, e formou-se em arquitetura e administração pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Em 1976, seu irmão mais velho, Yonatan Netanyahu, morreu como único soldado israelense baixado durante a Operação Entebbe, resgate de reféns em Uganda que se tornou lendário em Israel — episódio que o próprio Netanyahu cita como formador de sua visão sobre segurança nacional.

Filiado ao Likud, partido de direita nacionalista, tornou-se o mais jovem primeiro-ministro da história de Israel em 1996. Voltou ao cargo em 2009 e, com exceção de um breve interregno em 2021-2022, nunca mais o deixou, consolidando-se como o líder que mais tempo governou o país. Sua carreira convive, desde 2020, com um processo criminal por suborno, fraude e quebra de confiança — acusações que nega e que o mantêm sob julgamento mesmo enquanto governa.

Os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, que mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel e resultaram no sequestro de mais de 250 reféns, levaram Netanyahu a declarar guerra ao grupo em Gaza, ofensiva que já provocou dezenas de milhares de mortos palestinos, segundo autoridades locais de saúde. Em setembro de 2026, mesmo após a entrada em vigor de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, o premiê visitou tropas israelenses dentro do território palestino e afirmou: “Controlamos 60% da Faixa e não vamos parar” — evidenciando a resistência de seu governo em recuar totalmente das posições conquistadas. Meses antes, Israel também bombardeou instalações nucleares iranianas, numa escalada direta contra Teerã que ampliou o conflito regional.

Organizações internacionais de direitos humanos, incluindo relatores da ONU, classificaram partes da ofensiva israelense em Gaza como potencialmente configurando crimes de guerra, acusação que o governo Netanyahu rejeita, alegando agir em legítima defesa contra o terrorismo.

Referências

WIKIPEDIA. Benjamin Netanyahu. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Netanyahu. Acesso em: 13 set. 2026.

PORTAL TELA. Netanyahu diz que o exército de Israel não deixará a Faixa de Gaza. 2 set. 2026. Disponível em: https://www.portaltela.com/internacional/2026/09/02/netanyahu-diz-que-o-exercito-de-israel-nao-deixara-a-faixa-de-gaza/. Acesso em: 13 set. 2026.

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